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Amanhã termina o 24 Horas na Globo (eu não dormi, nem entrei em horário comercial, portanto, ainda é amanhã, independente do que o horário do post diga). O dia 5 (ou seja, a quinta temporada), me fez pensar que os americanos estão confusos, e muito. Explico o porquê.

Uma das primeiras coisas que aprendi quando iniciei o curso de publicidade, é que as pessoas gostam dos “produtos” (produtos em si, peças publicitárias, filmes, seriados, etc), porque elas se identificam. Sabe, elas se vêem, se projetam no “produto”.

Nos quatro primeiros dias do 24 Horas, era o governo americano lutando contra as “ameaças terroristas”, um sentimento que sempre existiu e foi reforçado pelo 11 de setembro. Mas nem é disso que estou falando, na verdade. Na minha opinião, a identificação dos americanos em relação ao 24 horas ocorria na “humanização” da violência.

O Jack Bauer era como uma desculpa do “Fazemos o que precisa ser feito”.

A história sempre foi contada de uma maneira que os bandidos sempre acabam parecendo sádicos, mesmo quando eles apresentavam uma justificativa tão legítima quanto a de Jack. A história era contada de uma maneira que fazia com que, mesmo os governos de outros países, caso não ajudassem os EUA e não cedecem as suas pressões, parececem bandidos. Independente do fato deles terem interesses e intenções tão legítimas quanto as de Jack e da UCT.

Mas o Jack era a desculpa. Ele torturava, matava e desrespeitava várias leis internacionais com uma argumento que americano nenhum rejeita: “Eles são malvados, minha obrigação é salvar vidas americanas!”

Nesse quinto dia, o principal inimigo era o presidente, independente dele ter sido manipulado ou não. O que acaba parecendo é que, se até metade da temporada, o Jack usou todos os recursos necessários e questionáveis, para terminar com uma ameça aos EUA, na segunda metade ele teve que lutar contra o seu próprio país. Antes ele não podia confiar em muitas pessoas na UCT. Agora, o país não pode confiar no seu tão cultuado presidente.

E se foi essa a mensagem passada no quinto dia, como explicar o seguinte:

Quanto maior a identificação, maior o apelo. Quanto maior o apelo, maior o público. Se houve uma identificação de uma luta entre um homem e seu governo, como explicar que o 24 horas teve a sua maior audiência nos EUA, justamente nessa temporada? A única coisa que me vêm a cabeça, é “confusão”.

E não sei se teve uma boa audiência aqui, pela Globo… Poucos anúncios… Mas isso está se tornando cada vez mais freqüênte na Globo…

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A madrugada é a melhor amiga daqueles que gostam de seriados e não têm TV a cabo. A Globo que sempre foi péssima em passar seriados, exibe ótimos, quando não tem, praticamente, ninguém olhando.

O Seriado

O que mais gosto é “Caindo na Real” (Arrested Development) que conta a “história de uma rica família que perdeu tudo, e seu filho…”. Bom, ele faz bem mais do que diz na abertura. Michael Bluth, viúvo, filho do meio (e que tem uma irmã gêmea) é o mais centrado em uma família, segundo vários sites, “disfuncional”.

Em meio a prisão de seu pai, os surtos de estrelismo de seu irmão mais velho (que, na minha opinião, pode ser comparado ao Agostinho de “A Grande Família”), as frescuras de sua mãe, o casamento de sua irmã e o afastamento de seu filho, George Michael. Ele tem que dirigir uma empresa que está falida e sob investigação federal.

Como é?

Fantástico. Uma comédia muito engraçada, e de uma maneira original – reside aí o motivo para a ineficiência em atrair o público americano.

Arrested Development é uma sitcom que foge do molde tradicional. Ela é gravada num estilo documental, num estilo bem parecido com o usado em outro ótimo seriado: 24 Horas. E ela não tem as tradicionais “risadas” ao fim de cada piada. Ah, e as piadas não são baseadas em situações engraçadas, e sim em acontecimentos exdrúxulos, onde os personagens usam de toda uma cretinice para escapar. Ou seja: o seriado é de um sarcasmo divertidíssimo, me permitindo substituir o “sitcom” (situação cômica), pelo “debcom” (deboche cômico).

Na minha opinião, o melhor seriado de humor (há um tempo atrás eu não achava que algo superaria Friends), mas ainda atrás do meu favorito (que é drama) “Early Edition”.

E onde está passando?

Como já disse, nas madrugadas da Globo, sem nenhum compromisso com a grade. Sobrou tempo eles têm passado “Arrested Development” ou “North Shore” ou “Gasparzinho”. Mas aí eu posso dar uma notícia boa e outra má…

A má é que nem todo mundo sabe inglês e têm ADSL (no meu caso, eu não tenho ADSL).

A boa é que o site MSN VIDEO comprou os direitos de exibição do seriado para a internet e está, aos poucos, disponibilizando os episódios para serem vistos pelo http://arresteddevelopment.msn.com.

Quem pode e gosta de sarcasmo e um humor inteligente e sofisticado, aproveite e assista. Ou programe o video cassete para gravar na Globo, entre 4;40 e 6:00 da manhã.

Abraços

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