Comecei essa série de posts, contando a minha experiência pessoal em relação aos videogames… e não foi por nada. Assim como eu, vários jogadores que eram considerados “hardcore”, acabaram largando os videogames da mão, mas não deixando de jogar. Viramos jogadores casuais, e/ou descobrimos o jogo em rede que, na minha opinião, até agora são melhores no PC.

No meu caso, virei um jogador, essencialmente, multiplayer. Nao que goste, somente, de jogos em rede… o meu negócio é jogo com várias pessoas. Sempre gostei de Final Fantasy, Metal Gear e vários jogos menos conhecidos que me obrigavam a ficar de 60 a 100 horas jogando. Mas sabe como é… Eu cresci.

E esse é o fator “a idade tá pegando”.

Não que eu ache que videogames sejam coisa de criança. É claro que não. Só que eu não tenho mais paciência para ficar tanto tempo em algo que me isole tanto, como um Final Fantasy, por exemplo, faz. Veio o trabalho, a faculdade e eu acabei me apegando muito mais ao meu tempo livre. E não quero mais (ao menos tanto quanto antes), passá-lo sozinho. Quero estar com meus amigos, namorada (não que esteja namorando agora), família. E pra piorar, ainda me integrei a Internet. E sempre estou conectado, conversando com alguém pela internet.

Viramos jogadores casuais. Jogamos com os amigos, ou jogos multiplayer pela internet.

Eu fiquei assim, e muitos outros jogadores passaram pelas mesmas coisas que eu e deixaram os videogames de lado, abraçando o PC, o Poker, ou nada mais. Só que nem todos ficaram mais velhos e mais desligados do videogame. Muitos deles continuaram sendo jogadores hardcore e, hoje, são muitos. E esse foi um dos motivos da Nintendo não ter muito sucesso nos últimos tempos.

Ela sempre foi uma empresa de ótimos jogos. O “problema” é que eles, na maioria das vezes, são considerados infantis. Não que eles, realmente sejam, mas a Nintendo tem uma postura “família”, onde até permite jogos de ação, com uma certa violência. O que a empresa não permite, é uma violência exagerda, como acontece em GTA, por exemplo. Em outras palavras, a Nintendo tem uma postura meio parecida com a do Bush: o mundo é dividido em Bem contra o Mal. A violência é justificada, contando que seja para o bem eliminar o mal. Mas de maneira heróica, nada de torturas, ao estilo Jack Bauer.

Drogas e sexo? Até hoje não sei como a Nintendo permitiu que o primeiro Metal Gear fosse adaptado para o GC… Bem, mas cigarro é droga legal, e Diazepan é remédio… Então “não faz mal”. Mas, esses dois temas são raríssimos em jogos nos consoles da empresa.

Acontece que os jogadores Hardcore, que são mais velhos, são os que mais gastam com videogame. Eles são adultos e querem temas adultos. Esses temas, por sua vez, envolvem a mistura de violência ultra-realista, drogas, sexo (cada vez mais próximo do ultra-realista) e alguma perversão bizarra e nojenta. Tudo que a Nintendo não gosta.

Cenas do próximo post:

Como reverter isso, se teu não pode se adaptar o mercado? Ora, mudando ele.

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