Mesmo com vários jogadores deixando de jogar, a indústria dos games vive um ótimo momento. Os jogos dão mais dinheiro que o cinema, vendendo bilhões de dólares. O problema da Nintendo é que ela não estava faturando tanto assim, e queria voltar a faturar tanto quanto na época do Nes e do SNES. O que ela fez? Analisou o cenário e viu que a melhor decisão, era ser covarde.

A primeira pergunta: como estava o mercado?
A primeira resposta: nada bem para a Nintendo.

O Playstation 2 dominava o mercado. Dominava, mesmo! Todos os grandes jogos eram lançados para a plataforma da Sony, e muitas vezes com exlusividade. Era o console mais vendido da história, possuia ótimos recursos e ótimos gráficos.

Tinha também o Xbox360 já. O primeiro Xbox não fez muito sucesso e nada indicava que o 360 teria um caminho muito diferente. Apesar de ótimos gráficos (eu, até agora, não acredito em Gears of War. Aquilo não é tecnologia, é vudu) e de uma rede online bem estruturada (infelizmente, paga), nunca pareceu uma ameça. Mas a Nintendo sabe que aparências enganam.

A Microsoft não tem tradição e nem muito sucesso, até agora. Mas tem dinheiro pra caramba! A perda da liderança da Nintendo nesses 11, 12 anos não veio por uma falta de qualidade dos consoles, mas pela perda de parceiros.

Primeiro a Square que foi para o primeiro console da Sony. Lá se foi o Final Fantasy e toda uma ótima gama de RPGs.

Então a Microsoft comprou a Rare (antiga parceira exclusiva da Big N) e, agora, vive assediando uma das últimas grandes parceiras da Nintendo: a Capcom. A Big N tem os melhores estúdios de desenvolvimento de jogos (Shygeru Myamoto é um dos maiores gênios da história da criatividade), mas sem Third Parties (empresas “de fora” que criam jogos), não há como um console ter um bom desempenho (como o N64 e o GC).

O problema é que a cada geração que passa, os consoles estão mais caros para o consumidor. A produção de jogos está custando mais para as produtoras, exigindo mais tempo de produção e equipes cada vez maiores, no desenvolvimento. A indústria dos games estava ganhando mais do que a indústria do cinema… E gastando quase a mesma coisa…

Então, a cada geração seria assim? Consoles com gráficos cada vez mais realistas, capacidades de processamento capazes de “derrubar foguetes” e com jogos mais caros? Se a Nintendo não tinha Final Fantasy, GTA e Metal Gear Solid (franquias que, junto com Mario e Zelda, que são da Nintendo, são os maiores ícones dos games), como ela podia virar o jogo? E pra piorar, ainda tinha um fator que, caso a Nintendo resolvesse ceder a ele, ela teria que reestruturar toda a sua filosofia. E se fosse assim, ela perderia, completamente, a sua identidade…


“Cenas” do próximo post.

No próximo post, vou falar sobre o fator “a idade tá pegando”

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