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MUDAMOS O NOSSO ENDEREÇO PARA WWW.LUCASPEREIRA.COM/BLO

O Princípio de Pareto é uma teoria da área da administração, mas que pode ser aplicada a tudo (assim como a teoria da moda, que é a memética, veio da biologia, e está sendo aplicada em várias áreas, principalmente na comunicação). O Princípio de Pareto (ou Lei de Pareto) diz que 20% dos clientes são responsáveis por 80% dos lucros. Só que isso não se aplica, apenas, a clientes e lucros, se aplica a tudo.

20% das pessoas fazem 80% do trabalho.
20% do trabalho consome 80% da energia.

O case que me apresentou essa lei, foi o seguinte: Uma empresa de marketing promocional foi contratada para ajudar no relacionamento do entre seu novo cliente e os velhos clientes do seu cliente.

Acontece que o orçamento não era tão grande e, mesmo se fosse uma “simples” mala-direta, os custos seriam altos, pois a lista de clientes possuia 5000 nomes. O que fazer para que tudo fique bem feito e atenda as necessidades de marketing do cliente?

Fazendo pesquisas, notou-se que, realmente, 20% dos clientes eram responsáveis por 80% dos lucros. Então, neles foi justifyo trabalho de relacionamento.

O que isso quer dizer? Que é necessário se concentrar em, apenas 20%, para conseguir as coisas? Não. O importante é se concentrar em garantir os 20%, o que vai acabar te custando 80% da energia. Depois tu gasta os 20% restantes para atingir os 80% que sobraram.

Claro que existem várias outras aplicações que, talvez, sejam bem mais complexas. Esse post é para introduzir esse conceito e, na medida que me aprofundar no estudo desse assunto (esse semestre tenho uma cadeira de administração e outra de marketing), vou deixando o blog atualizado.

E termino deixando um exercício para quem trabalha em agência: veja quais são os clientes que mais “encomendam” trabalhos. Veja em um mês, quantas vezes você teve que fazer um anúncio, ou um atendimento, e veja quais clientes foram. Pode até não ser que 20% dos clientes tenham pedido 80% dos trabalhos… Mas, depois de pesquisar tudo, pare e pense: Não foram os trabalhos de 20% dos clientes que tomaram 80% do seu tempo?

 

 

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Lendo os meus feeds, e buscando novas ferramentas (novas pra mim, porque conheci coisas que já existem há algum tempo… falo sobre elas depois), o assunto do momento é o Google Apps. O que é isso?

Sabe o Microsoft Office, com o Word, Power Point, etc? Igual, só que sem o Power Point. Ah, e diferente, de muitos modos… O primeiro é que é completamente online. Sim, como o Gmail, ele está, apenas, na internet, e você pode acessar de qualquer computador. O segundo é que a versão Premium deles custa 50 dólares por ano. O Office Live (que é a versão online do Office da Microsoft) custa 500 dólares. Bem, para ler mais sobre prós e contras, dê uma olhada nesse artigo da Wired.

Aqui não é um blog sobre internet ou tecnologia. Então, por que citar o Google Apps? Por causa do processo criativo. No artigo linkado da Wired, um dos prós é que o documento estará acessível 24/7 em qualquer lugar. E, como diz no primeiro contra, responda: colocar trabalhos de faculdade em um editor de textos online, tudo bem. Colocar o esboço de um pequeno conto, ótimo. Mas você colocaria as chamadas e o texto daquele anúncio importante? Ou a sua tese de mestrado que, possivelmente, virará um livro?

Como o Google vai vender isso? Acredito que a priemeira ação tenha sido dois acordos. “Diga-me com quem andas que te direi quem és!”. E, ao lançamento desse pacote premum, o Google anuncia que, quem vai andar com ele, são duas gigantes, a General Electric e Proctor and Gamble.

Eu não duvido da qualidade dos produtos Google. Mas eu aposto que as duas grandes empresas que estão embarcando com o Google nesse início não estão nessa pela qualidade do serviço. Estão por causa de um acordo comercial, que é a estratégia de venda do Google.

“Diga-me com quem andas que te direi quem és!”

 

 

A melhor campanha do verão. Dificilmente alguém faz melhor, a essa altura. Fora que já está na nossa cabeça, no nosso dia-a-dia.

Ninguém criou uma campanha tão simpática, ou duas, pra esse verão.

Os outros videos podem ter sido toscos e imbecis. Mas esse… Ahh, esse… Logo se tornou um clássico. E criou o bordão da estação: “Ahhh, o Verão”.

E milhares de imbecilidades foram desculpadas para você ter o que falar para os netos. Todas as idéias babacas viraram grandes histórias de sirigaitas ou aventuras. Porque, só o que não vale, é ficar sem ter nada para contar para os netos, ou pior… Ter que dizer que ficou jogando o dominó.

E foi por causa dessa propaganda, que nesse verão, muita gente se permitiu mais bobagens. Uma bobagem ou uma dúzia, não importa. O importante é que pagar mico virou troféu. E todo mundo foi um pouco mais feliz nesse verão.

Ahh, nesse verão.

 

 

 

Photobucket - Video and Image Hosting

Esse é um anime para quem não gosta de animes, com a explicação de que são coisa de criança. Esqueça as lutas que duram dois anos e 600 episódios. Aqui tudo que você viu em Dragon Ball ou Cavaleiros do Zodíaco é esquecido. Se prepare para Filosofia, Folclore Japonês, Música, Psicologia e lendas Maias.

RahXephon é um anime que, em 26 episódios, conta a história de Ayato Kamina, um estudante de 17 anos que pensa que o mundo ao redor de Tókio não existe mais.

É que em 2012, o mundo foi atacado por fortalezas voadoras de uma raça chamada “Mulian”, que são iguais seres-humanos, só que possuem o sangue azul, e controlam os “Dolens”.

Dolens são robos gigantes, feitos de pedra, como os golens.

O que aconteceu, é que o mundo não acabou por causa desses ataques. Tóquio é que foi isolada do mundo. Envolta em uma barreira pan-dimensional, a cidade vive em outro tempo (literalmente), onde as horas, os dias e os meses transcorrem de maneira mais lenta, fazendo com que dentro da barreira, seja 2015, e fora da barreira, 2027.

E a história começa quando Ayato “desperta” o RahXephon, que é o seu robo gigante, e é “resgatado” por Haruka Shitow, indo para o mundo fora de Tóquio. E é nesse novo mundo que ele descobre, enfim, o seu lar.

É uma ótima série. Trata de preconceitos (os humanos “normais”, que são os que estavam fora de Tóquio, acham que os Mulians – que são os que estavam dentro deTóquio, e que tem o sangue azul – são inferiores. E são considerados monstros, aberrações e inimigos). Tem ação, romance, psicologia, filosofia, folclore, mistério… tudo contado de uma maneira complexa (as vezes confusa), acabando com qualquer desculpa que as “pessoas sérias” tenham para ter preconceito em relação aos animes. Assista.

 

 

 

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Adoro histórias em quadrinhos. Inclusive foi assim que aprendi a ler, com a primeira edição de uma revista chamada “Disneylândia”, que tinha histórias de vários personagens da Disney. Mas hoje leio mangá.

 

Isso seria completamente irrelevante, mas não é. Várias pessoas da mesma idade que eu (23 anos… Acho que sou da última turma que sabe o que é um LP do Trem da Alergria… Bem, na verdade, da última turma que sabe o que é um LP…). Várias pessosas cresceram lendo Turma da Mônica, Marvel, DC (o sucesso dos filmes do Homem-Aranha são prova disso). Portanto, quadrinhos são ótimas ferramentas de publicidade. E, na minha opinião, são bem mais eficientes (como anúncio), quando não têm diálogo. Como esses dois acima.

 

Anúncios de óculos escuros. Bons anúncios… Os óculos são muito feios, mas o anúncio foi feito na medida para os cafajestes… São simpáticos, escrachados e, graças a Deus, politicamente incorretos. Não são revolucionários, nem originais, mas têm o seu valor. Até tu ver o terceiro…

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Só eu achei completamente estúpido? Quer dizer que, se ele estiver de óculos escuros, a mulher ao lado não encherga que o retrovisor está mostrando os seios, os seios, as pernas, as pernas?

Devem ser óculos mágicos. E, como eu disse antes, para cafajestes! Afinal, com eles, a tua namorada não te vê “aprontando”, mas a guria que tu tá dando em cima, vê… E retribui!

Esse terceiro é tão boboca que estraga tudo. Agora, quando olho para os dois primeiros, me pergunto: “Que graça vi?”

 

 

 

 

A EMI resolveu vender, pela internet, MP3 sem proteção contra cópias. Se não me engano é assim que a Apple faz. Não sou daqueles que acha que tudo que a Apple faz é genial (mas quase)… Só que, até onde eu sei, quando se trata de música paga, a Apple foi a empresa que se deu melhor até hoje. E se deu muito bem… Qual é a dúvida que o sistema de antes não funcionava e o sistema da Apple funciona?

Fora que… Pôxa, eles são bobos, ingênuos ou burros? Que raios de proteção contra cópia funcionou, até hoje?

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Sou louco pela TBWA. Acho que eles tem ótimas contas e ótimos profissionais. As vezes tenho a impressão que é uma das poucas grandes que ainda faz um estilo mais suave e inteligente de publicidade. Não aqueles “tapas na cara” que a maioria dos publicitários atuais e (principalmente) os jurados dos festivais de publicidade gostam. E, talvez seja por isso que eu odeie, tanto, os anúncios do Play e do PSP.

Cara, o que é isso? Ótima direção de arte. É um videogame, e eles tentaram brincar com a fantasia. Só que resolveram ir para um lado do tipo “fantasia mais real”. Ficou ofensivo. Ainda bem que o Playstation 2 (diferente do PSP), tem ótimos jogos.

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Aqui nessa imagem não dá pra perceber, mas há pouco, quando estava vendo a entrevista percebi o quanto Gilberto Kassab (PFL), que é prefeito de São Paulo e o Presidente Charles Logan (24 Horas), são parecidos.

Não só por fisicamente, mas por serem bem tosquinhos, mesmo. Ele viu aquele monte de jornalista e quis fazer um “grau”, e fez aquela bobagem de expulsar o cara, daquele jeito. O que é isso? Se o cara incostasse nele, tinha tomado um pau da brigada…

Mas o mais parecido desses dois é que são dois ex vices, sem a menor expressão política, que fazem uma merda atrás da outra e, quando confrontados, dizem que é para o bem do povo.

Um agravante é que acham que as pessoas deveriam agradecer (ou pedir desculpas, no caso do prefeito).

Mas nesse embate para ver quem é o pior, Kassab ganha: ele é real.

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“É Hora de Perdoar Ela – 14 de maio, dia das mães.”

Uma boa idéia, e muito original para o evento. O dia das mães é época de perdoar? Olhando esses anúncios eu me perguntei se tinha coisas desse tipo para perdoar a minha mãe… Lembrei de várias… Olhei os meus álbuns e vi que foi muito pior que a minha memória acusou.

É um anúncio muito bom. Porque é simples e te traz lembranças. Mais do que chamar atenção, faz com que tu te identifique. Isso é muito bom.

O único detalhe é que no Ads Of The World, o site de onde tirei esses anúncios, é que li um comentário falando que a direção de arte é ruim. Concordo. Mas, levando em conta que quem fez esses anúncios foi criança no final dos anos setenta, início dos oitenta… Bem, essa época foi a inspiração para essa pessoa. É impossível fazer qualquer coisa bonita se inspirando nesses anos…

Amanhã termina o 24 Horas na Globo (eu não dormi, nem entrei em horário comercial, portanto, ainda é amanhã, independente do que o horário do post diga). O dia 5 (ou seja, a quinta temporada), me fez pensar que os americanos estão confusos, e muito. Explico o porquê.

Uma das primeiras coisas que aprendi quando iniciei o curso de publicidade, é que as pessoas gostam dos “produtos” (produtos em si, peças publicitárias, filmes, seriados, etc), porque elas se identificam. Sabe, elas se vêem, se projetam no “produto”.

Nos quatro primeiros dias do 24 Horas, era o governo americano lutando contra as “ameaças terroristas”, um sentimento que sempre existiu e foi reforçado pelo 11 de setembro. Mas nem é disso que estou falando, na verdade. Na minha opinião, a identificação dos americanos em relação ao 24 horas ocorria na “humanização” da violência.

O Jack Bauer era como uma desculpa do “Fazemos o que precisa ser feito”.

A história sempre foi contada de uma maneira que os bandidos sempre acabam parecendo sádicos, mesmo quando eles apresentavam uma justificativa tão legítima quanto a de Jack. A história era contada de uma maneira que fazia com que, mesmo os governos de outros países, caso não ajudassem os EUA e não cedecem as suas pressões, parececem bandidos. Independente do fato deles terem interesses e intenções tão legítimas quanto as de Jack e da UCT.

Mas o Jack era a desculpa. Ele torturava, matava e desrespeitava várias leis internacionais com uma argumento que americano nenhum rejeita: “Eles são malvados, minha obrigação é salvar vidas americanas!”

Nesse quinto dia, o principal inimigo era o presidente, independente dele ter sido manipulado ou não. O que acaba parecendo é que, se até metade da temporada, o Jack usou todos os recursos necessários e questionáveis, para terminar com uma ameça aos EUA, na segunda metade ele teve que lutar contra o seu próprio país. Antes ele não podia confiar em muitas pessoas na UCT. Agora, o país não pode confiar no seu tão cultuado presidente.

E se foi essa a mensagem passada no quinto dia, como explicar o seguinte:

Quanto maior a identificação, maior o apelo. Quanto maior o apelo, maior o público. Se houve uma identificação de uma luta entre um homem e seu governo, como explicar que o 24 horas teve a sua maior audiência nos EUA, justamente nessa temporada? A única coisa que me vêm a cabeça, é “confusão”.

E não sei se teve uma boa audiência aqui, pela Globo… Poucos anúncios… Mas isso está se tornando cada vez mais freqüênte na Globo…

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